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29 de julho de 2012

Éle Semog

Olha só o que encontrei hoje no Facebook:






Só para desfazer o engano e para não desmerecer nossos poetas...Éle Semog (Luis Carlos Amaral Gomes) é brasileiro do Rio de Janeiro, e não angolano. E o nome do poema é "Ponto Histórico".
Vamos tentar desfazer os nós literários que circula na internet. PARA SABER MAIS SOBRE O AUTOR.


16 de março de 2011

É proibido.

Sabe aquelas mensagens lindas que recebemos de algum amigo via e-mail e cujo autor é alguém super conhecido no meio literário? Pois é, nem sempre são do "fulano" citado. semana passada recebi mais um deste, e como sempre, dou uma busca na rede para constatar a autoria ou verdade da coisa. Como a mensagem constava em todos os cantos, lá fui eu enviando para alguns amigos. Mas fui alertada por um amigo para a autoria. E o que fazer para esclarecer? A biblioteca da cidade provavelmente não me ajudaria, eu pouco conheço a obra do autor...Fiquei numa encruzilhada! Mas não desisti! Tentei, tentei até encontrar um site confiável que pudesse tirar a dúvida. Entrei no site da Universidade do Chile que mantém uma página sobre Pablo Neruda e neste, encontrei o site da Fundação Pabro Neruda. Enviei o questionamento. A resposta veio logo e a dúvida deu um adeuzinhoooo. Mas a beleza do texto permanece...

Mesagem recebida:

É Proibido

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira,
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
(Pablo Neruda)


Além deste texto não ser do Neruda, o texto original, segundo o prórpio Alfredo, sofreu modificaçãoes. Agora o texto original:


“QUEDA PROHIBIDO”, por Alfredo Cuervo Barrero



¿Qué es lo verdaderamente importante?,

busco en mi interior la respuesta,

y me es tan difícil de encontrar.

Falsas ideas invaden mi mente,

acostumbrada a enmascarar lo que no entiende,

aturdida en un mundo de irreales ilusiones,

donde la vanidad, el miedo, la riqueza,

la violencia, el odio, la indiferencia,

se convierten en adorados héroes,

¡no me extraña que exista tanta confusión,

tanta lejanía de todo, tanta desilusión!.

Me preguntas cómo se puede ser feliz,

cómo entre tanta mentira puede uno convivir,

cada cual es quien se tiene que responder,

aunque para mí, aquí, ahora y para siempre:

Queda prohibido llorar sin aprender,

levantarme un día sin saber qué hacer,

tener miedo a mis recuerdos,

sentirme sólo alguna vez.

Queda prohibido no sonreír a los problemas,

no luchar por lo que quiero,

abandonarlo todo por tener miedo,

no convertir en realidad mis sueños.

Queda prohibido no demostrarte mi amor,

hacer que pagues mis dudas y mi mal humor,

inventarme cosas que nunca ocurrieron,

recordarte sólo cuando no te tengo.

Queda prohibido dejar a mis amigos,

no intentar comprender lo que vivimos,

llamarles sólo cuando los necesito,

no ver que también nosotros somos distintos.

Queda prohibido no ser yo ante la gente,

fingir ante las personas que no me importan,

hacerme el gracioso con tal de que me recuerden,

olvidar a todos aquellos que me quieren.

Queda prohibido no hacer las cosas por mí mismo,

no creer en mi dios y hallar mi destino,

tener miedo a la vida y a sus castigos,

no vivir cada día como si fuera un último suspiro.

Queda prohibido echarte de menos sin alegrarme,

odiar los momentos que me hicieron quererte,

todo porque nuestros caminos han dejado de abrazarse,

olvidar nuestro pasado y pagarlo con nuestro presente.

Queda prohibido no intentar comprender a las personas,

pensar que sus vidas valen más que la mía,

no saber que cada uno tiene su camino y su dicha,

sentir que con su falta el mundo se termina.

Queda prohibido no crear mi historia,

dejar de dar las gracias a mi familia por mi vida,

no tener un momento para la gente que me necesita,

no comprender que lo que la vida nos da, también nos lo quita.

28 de dezembro de 2010

voltando...

Dias atrás recebi um e-mail com a música Metade cantada por  Oswaldo Montenegro e tendo como autor Ferreira Gullar, porém há aí um equívoco, pois a autoria da música é do Montenegro. O Ferreira Gullar tem um texto de nome Traduzir-se. Resolvi trazê-los para que vocês possam refletir um pouquinho, se preparando para o Ano vindouro. Ambos os textos são lindos!

METADE - Oswaldo Montenegro-


Que a força do medo que tenho


Não me impeça de ver o que anseio



Que a morte de tudo em que acredito

Não me tape os ouvidos e a boca

Porque metade de mim é o que eu grito

Mas a outra metade é silêncio.



Que a música que ouço ao longe

Seja linda ainda que tristeza

Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada

Mesmo que distante

Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade.



Que as palavras que eu falo

Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor

Apenas respeitadas

Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos

Porque metade de mim é o que ouço

Mas a outra metade é o que calo.



Que essa minha vontade de ir embora

Se transforme na calma e na paz que eu mereço

Que essa tensão que me corrói por dentro

Seja um dia recompensada

Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.



Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.



Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso

Que eu me lembro ter dado na infância

Por que metade de mim é a lembrança do que fui

A outra metade eu não sei.



Que não seja preciso mais do que uma simples alegria

Pra me fazer aquietar o espírito

E que o teu silêncio me fale cada vez mais

Porque metade de mim é abrigo

Mas a outra metade é cansaço.



Que a arte nos aponte uma resposta

Mesmo que ela não saiba

E que ninguém a tente complicar

Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer

Porque metade de mim é platéia

E a outra metade é canção.



E que a minha loucura seja perdoada

Porque metade de mim é amor

E a outra metade também.

-Do libreto da peça teatral João sem Nome lançado em 1975-

                          
TRADUZIR-SE - Ferreira Gullar





Uma parte de mim

é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.



Uma parte de mim

é multidão:

outra parte estranheza

e solidão.



Uma parte de mim

pesa, pondera:

outra parte

delira.



Uma parte de mim

almoça e janta:

outra parte

se espanta.



Uma parte de mim

é permanente:

outra parte

se sabe de repente.



Uma parte de mim

é só vertigem:

outra parte,

linguagem.



Traduzir uma parte

na outra parte

— que é uma questão

de vida ou morte —

será arte?


-Na Vertigem do Dia (1980)-

 
Estou de volta....bjs Paula