17 de maio de 2009

O fio de Ariadne




Por: Paula Ivony Laranjeira

O que sinto?
confusão.
não, minto.
meus olhos,
não os que olham,
mas os que veem,
veem um labirinto
confuso
como tudo que sinto
não há o que pensar
é o vazio de algo concreto
que nada diz.
mas diz...
as direções de um caminho
que convergem
para o mesmo lugar.
que lugar?
o que esconde o que sinto?
ou o que revela o que minto?
enfim, confusa e perdida
sento no meio do labirinto
e encontro no vazio de riscos/rabiscos
um eu...
perdido...
mas que os riscos revelam
ser um ser em construção.
um algo não acabado,
esperando meus riscos,
os riscos da solução.
eis o que sinto
sentada e confusa
no centro do labirinto.
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2 comentários:

manuel afonso disse...

Linda poesia. Parabéns. Fiquei sobretudo deslumbrado por estes versos que transcrevo:
"O que sinto?
confusão.
não, minto.
(...)
o que esconde o que sinto?
ou o que revela o que minto?"
A imagem é também muito linda e bem escolhida para a companhar a poesia. Mostra o caminhar sem fim, o descer e subir sem chegar a lado nenhum.

LiterArte disse...

Belo poema e belo espaço de arte e cultura, enfim... Fico muito contente de poder compartilhar esses espaços com pessoas que ainda possuem qualidades tão essenciais nesses nossos dias... Abraços

Rafael Ferreira